A apuração dos votos revelou um recado claro da categoria: os trabalhadores estão informados, conscientes e querem melhorar a proposta apresentada pela empresa. O resultado demonstra uma categoria atenta ao processo de negociação e determinada a mudar a direção de sua relação com a empresa, buscando melhorias no presente e garantias para o futuro.
Durante todo o processo, os trabalhadores participaram das assembleias, acompanharam atentamente as propostas e contribuíram com o debate nas bases. Informação e consciência são fundamentais para fortalecer a luta coletiva. É esse processo que permite transformar um passado marcado por perdas de direitos em um presente de união, organização e construção de um futuro melhor.
Com segurança e transparência, o SINTERN percorreu todas as bases, realizando assembleias, e participando de audiência no Ministério Público do Trabalho (MPT). Esse esforço garantiu que os trabalhadores tivessem acesso às informações necessárias para tomar uma decisão consciente.
A votação aconteceu em 23 pontos de votação, distribuídos nas bases da categoria, entre os dias 6 e 16 de março.
A consulta aos trabalhadores foi estruturada em torno de três perguntas centrais:
* Aceitar ou rejeitar a proposta da empresa
* Definir a vigência do acordo para 1 ou 2 anos
* Decidir sobre o tempo do QPX do plantão


Os empregados rejeitaram a proposta do ACT e decidiram por uma vigência de 2 anos. Os eletricistas dos plantão decidiram por continuar com o intervalo de 30 minutos
O resultado reafirma que a categoria quer avançar. O trabalhador quer melhorias já no presente e garantias para o futuro. A participação nas assembleias e na votação demonstra uma categoria mobilizada, consciente e disposta a construir um acordo que respeite seus direitos.
O SINTERN informa ainda que, no dia 17 de março, irá peticionar oficialmente o resultado da consulta. Assim que houver a confirmação e os desdobramentos do processo, o sindicato informará os trabalhadores por meio de suas redes sociais.